segunda-feira, 18 de maio de 2009


O bom exemplo dos vizinhos

É de causar perplexidade a postura morosa, quase omissa e beirando a irresponsabilidade, da atual diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Ibiúna (ACEI). Na comparação com outras cidades, nossa Associação inspira sentimento de pena e é fácil entender o porque. Sem percorrer grandes distâncias, vamos analisar o exemplo de Piedade, cujo comércio é bem menos robusto em comparação ao de Ibiúna. Naquele município, com o sem apoio da prefeitura, a Associação Comercial e Industrial (Acip) tem desempenhado um papel de destaque ao longo dos anos. É ela quem promove campanhas, eventos, cursos e cuida da decoração das ruas em épocas festivas – a exemplo do que acontecia em nossa cidade em outros e áureos tempos. Em 2008, com a eleição da nova diretoria, encabeçada por Sérgio Murakawa, a Associação passou a ter um peso ainda maior no cotidiano do município, por meio de parcerias com a administração pública.

Apenas no ano passado, a Acip inaugurou sua nova sede (como fez Ibiúna), decorou as vias públicas durante o Natal (como não fez Ibiúna) e promoveu eventos diversos na área do centro comercial, no intuito de atrair pessoas e, consequentemente, aquecer as vendas (como Ibiúna sequer sonha em fazer). Já neste ano, a Associação mostrou-se pró-ativa ao procurar representantes do novo governo para propor uma série de ações em conjunto. Resultado: de janeiro a maio, a Acip cuidou da contratação de agentes de trânsito para fiscalizar a Zona Azul, doou mais de 60 lixeiras para serem instaladas no centro, organizou o Carnaval de Rua (sucesso absoluto) em parceria com a administração, injetou dinheiro na Cooperativa dos Catadores de Lixo, cedeu mais de R$ 2 mil em ajuda de custo à Guarda Municipal, doou R$1 mil para a reforma de uma viatura da Polícia Civil, comprometeu-se a adquirir câmeras de segurança para o monitoramento da área comercial e a arcar com os custos para equipar o distrito policial do bairro dos Pintos – que deverá ser reativado em breve. Neste Dia das Mães, a Acip sorteou mais de R$ 8,4 mil em vale-prêmios, além de uma jóia no valor de R$ 1,5 mil. No dia do sorteio, houve uma série de atrações na praça da Matriz, como salão de beleza, sessões de massagem, dicas de cozinha e atrações culturais. “Não fazemos mais do que a obrigação”, costuma justificar Murakawa. E tem razão.

Mas, e a famigerada ACEI, o que preparou para este Dia das Mães? O que foi feito desde o começo do ano, no sentido de contribuir para melhorias na cidade e no comércio como um todo? Quais ações foram tomadas pelos diretores no último Natal, além da construção de uma casinha de Papai Noel que, de tão ridícula, ganhou o merecido apelido de “barraco do Papai Noel”? Isso me leva a outra questão: para onde vai o dinheiro da Associação? Veja bem, não se trata de acusação, mas, apenas, de mera curiosidade. Depois da agricultura, o comércio é a principal fonte de renda do município. Desta forma, é mais do que óbvia a necessidade de uma Associação Comercial que saia do marasmo vigente nos últimos anos. A nomeação de um presidente que fosse, realmente, um representante do comércio ajudaria bastante a formar um novo panorama. Fica a sugestão para a atual diretoria da ACEI espelhar-se no exemplo de Murakawa e a Associação piedadense. Afinal, apoiar o lojista vai muito além de realizar meras consultas ao SPC/Serasa.

Outras Notas
Sem limites para o oportunismo
O boato da vez nos bastidores da política é um suposto abaixo-assinado para a cassação do prefeito Cel.Darcy Pereira Leite (PSB). Pois é, em Ibiúna, a oposição é tão burra que se esquece de que a única instituição responsável pela cassação do mandato é a Câmara dos Vereadores. Mesmo assim, apenas em situações em que a causa já foi julgada em todas as instâncias. E tem gente que acredita...
Alô, alô Tribunal...
Primeiro, falou-se em R$ 14 milhões, porém, uma auditoria contratada pela prefeitura mostrou qual a verdadeira dívida deixada pelo ex-prefeito Fábio "Quero ser Deputado" Bello (PTB). O rombo deixado pelo ilustre ex-alcaide na prefeitura chegaria a R$ 28 milhões. Para onde foi esse dinheiro, aliás?
Bandistismo
E aquele político que encarnou o Daniel Dantas e mandou grampear o pessoal por aí também armou uma verdadeira cama-de-gato para os atuais administradores. Diz a lenda que ele aprontou muito, porém, soube amarrar todas as pontas. Desta forma, caso algumas de suas muitas falcatruas chegassem aos ouvidos do Ministério Público quem perderia será o município com a interrupção imediata do repasse de verbas por parte do Estado. Pois é...

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